Estrada do Cerne – Ponta Grossa

estrada cerne curitiba ponta grossa

Clique na imagem para ver melhor. Foto: Luis Oliveira.

Passado pouco mais de um ano da pedalada épica Curitiba – Castro, estrada do Cerne, promovida pelo pessoal do , Transpirando e por mim (Pedaleiro), reeditamos a aventura, desta vez em direção a Ponta Grossa. Estrada do Cerne, a centenária estrada paranaense, seria mais uma vez percorrida, agora em direção a Ponta Grossa

Na aventura do sábado, novos blogueiros entraram (Fabrício, Daniel, Mildo e Luis, mas faltou a companhia do idealizador de aventuras, o Du. O amigo Du esta convalescendo e ainda não pode pedalar. Mas ele foi lembrado o tempo todo no pedal. Meu amigo: melhoras e volte logo para os pedais!

Saímos às 5:40 do Shopping Müller em direção a Havan do Barigui onde encontraríamos o restante da tropa. No total 12: Luiz, Daniel, Fabrício, Arce e Lulis (), Mr. Heil (not Hell!), Fábio, R. Gassner, R. Sartori, Mildo, Maurílio (XTR) e eu. A primeira parada foi em Bateias, para reagrupar a tropa e fazer um lanchinho.

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Bateias: pausa para o lanche.

Seguimos pelo asfalto da Estrada do Cerne até o fim (do asfalto!), que acaba em uma ponte e onde começa uma boa ladeira que coloca a bicicleta à prova, tantas são as pedras no caminho. Nesta parte seguimos subindo e descendo, mais descendo do que subindo, até chegarmos ao rio Açungui, em 580 m de altitude, mais ou menos.

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Rio Açungui. Daqui para a frente só lama. Foto Luiz Oliveira.

Mais um descanso e reagrupamento da tropa. Até aqui estava ótimo. Estrada úmida porém sem lama e poças. Para falar a verdade, estava bom demais. Logo depois da ponte tem uma curva, escondendo o que nos esperava. Toda a subida para sair do vale do rio Açungui era pura lama.

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Subida do Açungui. Só lama. Foto: Luiz Oliveira.

Um pouco de antes de eu subir, veio um treminhão, daqueles que puxam madeira, socando a bota na subida e revolvendo toda a lama. Alguns tiveram de sair para o lados, se atolando, para dar vez para o caminhão. Aí, o que estava ruim, ficou pior. Logo em seguida veio um gol, metido a besta, querendo passar sobre nós e achando que aquilo era um jipe. Momento estressante, deu vontade de dar um soco no vidro do fdp.

Assim seguimos adiante. Cada subida e descida, lama. Mas foi divertido, embora a lama estivesse presente em boa parte do caminho, foi tranquilo passar por ela, pedalando na maciota e, incrivelmente, se sujando muito pouco!

A partir deste momento o XTR que vinha socando a bota se separou do grupo, e alguns, em melhores condições também se largaram na frente. Fiquei para trás, juntamente com o Lulis, Daniel, Sartori e o Mr. Heil. Até que chegamos ao bar do Nei (930 m de altitude), onde nos esperávamos. Pausa para mais um lanche, agora regada a tubaína, queijo crioulo e muita mortadela, não é Sartori?

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Sartori e o seu sanduíche. Foto: Mildo Jr.

Saímos todos juntos, mas logo os grupos foram se formando e se distanciando. Logo saímos da estrado Cerne e pegamos outra estrada, que leva a Ponta Grossa. A partir daí, pernas e joelhos começaram a reclamar do esforço, já estávamos perto dos 100 km pedalados. Paradas estratégicas para descansar um pouco e esperar quem tinha ficado para trás. Na última parada, subimos na bike andamos uns 500 metros e no entrocamento encontramos todos parados em um boteco (lá chamado de Mercearia Sta. Inês).

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Quase no fim. Foto: Luiz Oliveira.

Saímos daí rumo as Dolinas Gêmeas, ou furnas, que são nada mais do que crateras com grande diâmetro e profundidade. Não são tão famosas como Furnas e o Buraco do Padre, mas é uma atração à parte. Fica próxima à estrada de chão, podendo ser alcançada a pé ou de bicicleta. Vale a visita.

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Dolinas Gêmeas. Foto: Mildo Jr.

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Dolinas Gêmeas, paredão.

Poderíamos ter pedalado mais um pouco e parado em outro boteco, às margens da PR-153 (rodovia do Talco) onde havia um grupo de mountain bikers da região. Sei lá, talvez algo comível ;-)

A partir daqui, asfalto. Que delícia, depois de algumas horas chacoalhando em cima do selim, um pouco de paz para os traseiros. Tivemos tanta sorte que pegamos um forte vento de popa, o que permitiu uma boa velocidade no trecho final.

Os dois únicos contratempos foram o pneu furado do Sartori, logo no início, e a corrente do Luis (Bixo) que abriu o bico e não satisfeita levou a quebra da gancheira e, acho, do desviador traseiro. O Luiz ficou esperando resgate e seguimos o baile até Ponta Grossa, onde uma van esperava pelos aventureiros. Soubemos depois que o Fábio fez um reparo na bicicleta do Luiz, arrancando o câmbio e encurtando a corrente para uma única marcha, o que o permitiu terminar o pedal. Salve Fábio, mas na próxima vez queremos os queijos e salames!

Cheguei em Ponta Grossa às 18:00, onde a Patrícia já estava a minha espera ;-) Pois é, não voltei de van, minha paixão foi me buscar.

Prós: pedal divertido, pedal longo, muita subida, mas muita descida, muita dor nas pernas, joelho e bunda. Muita conversa jogada fora, muita risada, muita camaradagem.

Contras: o próximo pedal vai demorar.

Ponto alto, não me refiro a altimetria, foi a história da Sade e do tuque, contada ou confessada pelo Mildo.

Ponto baixo: as ausências do Du e do Stulzer.

Mais relatos: Por Que? (Luiz, bixo), do Daniel Pedal Fodax Cerne ll, do Mildo Ctba / Ponta Grossa – Estrada do Cerne, do Fabrício Curitiba – Ponta Grossa via Estrada do Cerne.

Fotos:

  • Fotos tiradas pelo Mildo;
  • Fotos tiradas pelo Luiz;
  • Fotos tiradas pelo Renato.

Rota pedalada:

Estrada do Cerne, Curitiba – Ponta Grossa – Cerne II no EveryTrail

Números do pedal: 135 km pedalados. Altitude máxima alcançada: 1092 m, mínima altitude: 593 m, acumulado de subida: 2500 metros. Tempo de pedal: 8h24min, tempo total: 12h21m.

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