Colombo – Alm. Tamandaré

Domingo foi dia de um passeio tiozinho, como diz o Mildo. Ele reuniu a turma do Wolf Skin para um pedal leve até o Morro da Cruz, em Colombo. E de fato, fizemos um pedal leve até a entrada da subida para o morro da Cruz.

Wolf Skin e alguns aliens no meio.

Wolf Skin e alguns aliens no meio.

A subida, pelo lado mais fácil, tem apenas 1.400 metros e 14,6 % de inclinação média. Em alguns pontos é pior. Mas, por mais incrível que pareça, todos subiram, alguns empurrando a bike. E, como todas às vezes que o Mildo resolve subir um morro, o tempo estava horrível: garoando, neblina e não dava para ver nada. Uma hora, até que o vento ajudou e pudemos ver Colombo lá de cima com Curitiba ao fundo.

A neblina tomava conta do morro.

A neblina tomava conta do morro.

Na descida tínhamos duas opções: voltar pelo mesmo lugar, ou tomar outro caminho, usado pelos motoqueiros, e por isto mesmo, totalmente destruído, cheio de facões e erosão. Por falar nisto, gostaria da saber qual é a graça de subir morro ou barranco abrindo valetas com os pneus. A turma se dividiu, sendo que o pessoal com menos experiência voltou por onde veio. Uns quantos resolveram fazer pelo lado pior, eu inclusive.

Mildo ajudando um tiozinho a regular o selim e o guidão!

Mildo ajudando um tiozinho a regular o selim e o guidão!

Descida feita, com alguns tombos (foram contabilizados vários, mas posso afirmar que o Mildo caiu três vezes e eu uma!), voltamos para o centro de Colombo, que naquele final de semana comemorava a tradicional festa da uva.

A tropa reunida na farmácia.

A tropa reunida na farmácia.

Tropa reunida, hora de voltar para Curitiba. O pessoal do Wolf Skin, mais o Mildo e o Iversen tinham compromissos. O Rafael e eu não. O que fazer? Procurar estradas que não estivessem no gps e segui-las coletando os tracks para o Trackmacker e Tracksource.

E lá fomos nós, saímos da Rodovia da Uva e chegamos na Rodovia do Cerne, onde pegamos uma estrada que leva ao morro Azul, lugar de mineração de calcário para a fabricação da cal. Apesar da importância econômica para a região, esta industrialização é muito poluidora, deixando tudo branco a sua volta, como se pode ver nas imagens do Google Earth.

Parece piada: tubo branco em volta!

Parece piada: tubo branco em volta!

O mesmo cenário se repete por toda aquela região: árvores, gramados e telhados todos brancos, como se tivesse nevado. Apesar de desolador, alguma coisa ainda tem força para espantar tanta coisa feia.

Bonita, não?

Bonita, não?

Seguimos até chegarmos na localidade de Marmeleiro, onde já há um pouco mais de estrutura turística, com placas informativas e estradas pavimentadas. Claro que não seguimos por elas. Tomamos uma estradinha lateral para ver onde levava e acabamos passando muito próximos do morro da Palha e da trilha do Lixão, locais famosos da região norte de Curitiba.

Marmeleiro, circuito da natureza.

Marmeleiro, circuito da natureza.

O Rafael teve um pneu furado, por sorte quase em frente a uma gigantesca pereira. Para quem não tinha almoçado e só estava na base de gel, aquelas peras caíram muito bem. Pneu consertado, seguimos em frente e logo estávamos de volta a civilização: chegamos no Pilarzinho. Mais alguns quilômetros e passamos pelo centro de Curitiba.

Na volta, o Rafael ainda pedalou um pouco comigo, em direção a São José dos Pinhais, pois queria fechar três dígitos: 100 km. Cheguei em casa com 122 km, morto de cansado, com a perna dolorida do tombo, mas muito contente. Conheci mais um pouco da região norte de Curitiba, lugar muito bom para pedalar pois é cheio de morro. No gps marcou 2149 m e 6h48 min de roda girando.

Para ver todas as fotos:

Morro_da_cruz

Percurso e estatísticas, visite:

Share