Como animais

Criação: Getz Comunicação.


Hoje, domingo fizemos o tradicional pedal Café no Pedágio. Parte da turma desceu até o salto Fortuna e parte voltou. Conosco tudo bem, mas presenciei algo, que até então só tinha lido, que me deixou triste.

Estavamos pedalando em um bom ritmo e um pelotão de ciclistas, com suas speeds, passou por nós. Segui de perto, mas eles foram se distanciando. Logo na descida onde fica a subestação da Copel, ali no BR-277, vi que alguns ficaram para trás, entre eles a única garota do pelotão. Quem pedala sabe que ali tem a entrada para o bairro, quase embaixo da passarela. E, para variar sempre tem algum carro que entra, no bairro, de tal forma, que parece que vai tirar o pai da forca.

Foi aí que vi a menina se chocando com o carro e caindo no asfalto, na pista de rolamento. Um gol, de cor ouro, fechou-a, na ânsia de entrar antes da ciclista. Ela freiou o que deu, mas mesmo assim bateu na traseira do carro, na lateral esquerda. Como estava logo atrás acelerei para ver se conseguia pegar a placa do maldito.

Ele arrancou, deu uma paradinha e, imagino eu, quando viu que ela se ergueu, foi embora. Ou em linguagem policial: se evadiu do local sem prestar assistência. Eu fiquei preocupado, pois a menina ficou deitada, tentando se mover, e pensei que algo mais sério pudesse ter acontecido, mas logo ela se levantou.

Por sorte só teve escoriações leve no cotovelo esquerdo, ralou um pouco a bike e perdeu a tampinha do bomba de ar. Sorte!

E o maldito motorista? Como ele pode se comportar como se tivesse atropelado um animal? Virar as costas e ir embora, como pode alguém fazer isto? Pode-se chamar uma traia destas de cidadão? Podemos considerá-lo um ser humano?

Felizmente a turma da garota anotou a placa do infeliz. Deixei o meu telefone para o caso de precisar de testemunhas do acontecido. E espero que ela registre uma queixa ou B.O. para que este sujeito venha a ter alguma complicação.

Acidentes acontecem, mas isto o quê eu vi não foi acidente #naofoiacidente!

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