Contenda – Roça Velha

O Fabrício havia me enviado os tracks que coletou ali na Contenda. Depois de formatá-los, de acordo com o projeto Projeto TrackSource, pensei, daria um bom pedal e ainda por cima poderíamos coletar mais alguns tracks que faltaram.

Além do local ser muito bonito, pois está praticamente colado à serra do mar, chove todo dia aqui nesta região, pelos últimos 10 dias. Ou seja, diversão garantida!

Serra do Mar, Roça Velha, Paraná

A exuberante e magnética serra do mar. Foto: Fabrício Souza

Seguimos pela BR-376, a forma de chegar mais rápido ao destino, e na altura do posto da Polícia Rodoviária Federal, entramos à esquerda, na estrada da Guaricana. Aquela, que leva ao paraíso, ou inferno, como querem alguns!

Com a chuvarada da véspera, as ruas de saibro estavam excepcionalmente boas, limpas, sem água e sem barro. Ué, cada a parte divertida? Ela veio, pois com o gps vimos que haviam duas estradas principais, a da Roça Velha e a estrada da Guaricana, muito próximas. Isto é, devia haver uma ligação entre elas. Perguntamos a um senhor que passava por lá e ele confirmou que havia, sim! Porém foi logo avisando que carro e caminhões não passavam por lá, mas nós, com as bicicletas, talvez passassem. Esta foi a senha para a entrada, claro!

No começo, a estrada estava bem conservada, com saibro e mato no meio do trilho, e uma descida muito boa, que leva até a um riachozinho que atravessa a estrada. Com um volume maior, por causa das chuvas, e com água muito limpa.

travessia do riacho

O tal riacho. Foto: Fabricio Souza

A partir daí começou a diversão. Entramos em uma plantação de pinus, vulgo reflorestamento, com uma estrada de pura lama. Para ajudar, uma baita subida com terreno em estado bem precário. Nas baixadas havia se formado aquelas bacias de lama e areia fofa. O Fabrício estava com pneus mistos, isto é, apenas se equilibrando!

Felizmente vencemos esta parte sem tombos ou empurra-bike e, muito, mas muito felizes, pelo trecho. Já estamos pensando fazê-la em sentido contrário, pois dá um bom downhill e acaba no riacho, claro!

Fabríco e a lama

Taí o Fabrício, que não me deixa mentir!

Antes de sair deste trecho, aproveitei para pedir ao Fabrício para fazer aquela foto, totalmente inspirada em uma que vi no Odois, um pneu dotado da característica biológica comum aos camaleões: mimetismo!

Mimetismo de um pneu polimórfico

Mimetismo de um pneu polimórfico. Foto: Fabrício Souza

Agora acabou o bem bom, a estrada estava perfeita, limpa, sem lama. Continuamos a coletar ruas que não estam no mapa e a pensar na volta. Antes demos uma paradinha para mais fotos, inclusive uma para mostrar que lama não é lubrificante!

Cassete Sujo

Lama não deve ser usado como lubrificante.

Ruas e waypoints coletados, voltamos. Alegres por termos descoberto uma trilha muito boa, cansados pois acumulamos mais de 1000 metros de subida. Só não contávamos com o vento contra, o que acabou com as minhas forças, senti a musculatura da coxa direita reclamar. Obrigado ao Fabrício pela paciência, mas depois de 5 meses, praticamente sem pedalar, vou demorar para voltar a velha forma. Semana que vem tem outro pedal, vamos ver qual vai ser o destino.

A bike e a lama, companheiras solidárias. Foto: Fabricio Souza

Mapa do caminho: GPSies - Contenda - Roça Velha

Contenda – Roça Velha no EveryTrail

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