Festive 500 2016

Para bem acabar o ano de 2016 nada como enfrentar um bom desafio. Há vários anos que eu ficava com vontade de fazer o desafio da Rapha e Strava: Festive 500, mas as viagens de final de ano não me permitiram. Mas este, excepcionalmente, pude fazê-lo. Apesar da maldição do Festive, segundo o Laurindo, ou chove, ou faz frio ou você fica doente, não exatamente nesta ordem, mas às vezes com eventos múltiplos no mesmo dia!

Segue um resumo da semana:

Dia 01 (24/12/2016)

  • Destino: São Luiz do Purunã
  • 91,2 km, altimetria de 932 m
  • Leandro, Renato e Valter.
  • Percurso: Strava e Relive.

Trajeto típico com uma pequena serra mas que rende boa altimetria. A média de velocidade foi bem tipo passeio ou audaz, como preferir. A ideia é completar o desafio, se as pernas permitirem, claro.

Festive 500

Descida de São Luiz do Purunã.

Dia 02 (25/12/2016)

  • Destino: Urbano com MTB
  • 33,6 km, altimetria de 379 m
  • Renato.
  • Percurso: Strava e Relive.

Pedal de Natal, quase final da tarde e com uma preguiça danada. Resolvi pegar a Mountain Bike para fazer o trajeto, mas se arrependimento matasse…

Segui pela canaleta até o Campo Comprido, entrei no contorno e voltei pela BR-277, entrei no Barigui, e imagine aquilo lá no domingo? Uma muvuca. Ninguém respeita as faixas, devidamente sinalizadas no chão: uma para bicicletas, uma para corredores e uma para andantes. Nada! Tudo junto e misturado. Realmente somos um povo hipócrita e inculto, sem respeito pelo próximo. Segui até ao final do parque, cruzei a Manoel Ribas e fui em direção ao Parque Tinguí. Também cheio, mas passável. Dali desci para o São Lourenço e voltei para casa. Simples como um domingo de Natal.

Festive 500

Parque Barigui, sempre lindo, menos aos domingos.

Dia 03 (26/12/2016)

  • Destino: Palmitalzinho, Roseira e Pedágio
  • 119 km, altimetria de 788 m
  • Pedro e Renato.
  • Percurso: Strava e Relive.

Como uma parte da turma iria descer para a praia e para a volta não tinha lugar no carro para todos, o Pedro e eu fizemos um pedal por aqui. Durante o trajeto o pedal mudou algumas vezes de trajeto, mas enfim saiu esse aí. No começo colamos em um pelotezinho que iria pegar o contorno, mas para o nosso azar, logo após o SAU alguém furou o pneu e o pelote parou. Nos continuamos em frente, fizemos o Palmitalzinho, voltamos pela Roseira e ainda fui até o Pedágio. O Pedro, mais disposto, foi até o Rio Pequeno,fazer quilometragem.
Na volta calor e vento contra!

Festive 500

E o pico Paraná continua lindo.

Dia 04 (28/12/2016)

  • Destino: Witmarsum
  • 137,1 km, altimetria de 1.684 m
  • Renato e Valter.
  • Percurso: Strava e Relive

Pedal 3D com o Valter em ritmo passeio, principalmente pelo Valter, que pedalou pouco neste final de ano. Calor forte, mas não tanto como no dia anterior, que espertamente foi dia de descanso. Até o momento o único pneu furado, mas na bicicleta do Valter.
Em Witmarsum a tradicional confeitaria Kliewer estava de férias coletivas. Encontramos outro local aberto, a Frutilas Löwen, e comemos apfelstrudel e sorvete com calda de amoras, plantadas ali mesmo. Sensacional.
Enchemos as caraminholas de água e partimos em direção a Curitiba. O vento, ao entrarmos na rodovia, foi generoso e manteve de popa até quase Curitiba. Ao chegarmos no pedágio de São Luiz do Purunã, fizemos uma parada para hidratação. Dali dava para ver as nuvens se organizando para uma tempestade. Em Balsa Nova já despencava água. Resolvemos que ao invés de comer uma polenta no Jusita iríamos de hambúrguer do Madero, ali no posto Quintas, em Campo Largo.
Pensa em um hambúrguer gostoso! Com a fome que estávamos acho que qualquer coisa cairia bem, mas o sanduíche foi regenerador, ah, e as fritas com muito sal! Recomendo durante um pedal 3D a parada ali. Só não estranhe os olhares que te lançam ao entrar suado, cheirando a morto e com roupas de ciclismo…

Na volta estava claro que a chuva iria nos apanhar. O pessoal enviou pelo Telegram vídeo da chuva que caia em São José dos Pinhais, e era forte. O aspecto do céu não ajudava muito. Mas ela se dissipou e acabamos somente pegando o asfalto molhado. Nem precisa dizer que a temperatura baixou para níveis curitibanos e o pedal seguiu tranquilo. O Valter ainda teria de seguir até São José dos Pinhais. De última hora e decidiu seguir ate’o pedágio da 277, mas teve seu empenho frustado com o furo dos dois pneus ali em frente a Renault!

Festive 500

Tempestades se formando.

Dia 05 (29/12/2016)

  • Destino: Itambé e milharal
  • 82,3 km, altimetria de 884 m
  • André e Renato.
  • Percurso: Strava e Relive.

Penúltimo dia para mim. O André terminaria a sua saga do Festive 500. Pedal após um pedal lazarento é complicado. Corpo doído, pernas reclamando, só o tempo contribuiu pois havia uma névoa que demorou para se dissipar e tornou a manhã mais agradável. Novamente ritmo de passeio, mesmo porque não havia outra opção.

Neste pedal completei os 20.000 km com a minha speed. Isto depois de 3 anos e doze dias que comprei a magrela. Foi um grande marco alcançado, pois me tirou dos pedais cansativos e me permitiu acumular uma boa quilometragem ao longo deste tempo. Se estivesse somente com a MTB não teria feito nem um terço deste valor.

Festive 500

Dia agradável depois de meia semana de sol de lascar.

Dia 06 (30/12/2016)

  • Destino: Pedágio BR-277
  • 60,2 km, altimetria de 238 m
  • Arce, Renato e Valter.
  • Percurso: Strava e Relive.

Apesar de termos saído em três para o pedal, o Arce e o Valter tinham a necessidade de rodar mais para atingir a meta. Para mim bastava míseros 37 km. E sobrou!

O dia amanheceu encoberto, com cara de que o sol logo sairia, mas ele não deu as caras hoje, aliás, no pedágio estava chovendo leve e a temperatura era de 18,5 ºC, o que para o calor dos últimos dias foi sensacional.

Difícil foi subir e sentar no selim. Ainda dói quase tudo e as pernas ardem um bocado, mas depois que esquenta, vai embora. O que descobri foi que esse ritmo de pedal permitiu ao coração trabalhar em níveis mais baixos de batimento, um bom sinal.

Pena que nos próximos dez dias não hei pedalar, pois estarei viajando de moto, e aí, adeus forma física.

Festive 500

Dia ótimo para pedalar, até chuva tinha.

Abaixo os percursos que fiz neste Festive 500. Como da para ver, a maior parte foi para os lados de Campo Largo, o que significa muita altimetria: 4.905 m.

Festive 500

Percurso do Festive 500 2016.

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