Já não era sem tempo

O futebol, ou melhor a Fifa, sempre fez vista grossa para os casos de doping. Alguns casos são até ridículos, como é o caso do doping do Romário e em outros atletas e médicos se acusam mutuamente. O fato é que sempre há uma boa desculpa para o doping. A pergunta que fica é a seguinte: o atleta não tem obrigação de saber o que é dopante? O médico do clube não os informa a respeito disto?

Bem, agora parece que as coisas irão mudar.

Depois de muitas idas e vindas, a Fifa aderiu nesta sexta-feira ao Código Mundial Antidoping após aprovação unânime em seu Congresso, realizado em Sydney, na Austrália (foram 175 votos a favor e apenas um contra a mudança).

Em vigor desde 2004, o código gerou um impasse entre a Agência Mundial Antidoping (Wada) e a entidade máxima do futebol. Mas, após algumas alterações nas regras, a Fifa assinou o acordo, unindo-se a outras federações de esportes que aprovaram a regulamentação da agência no último mês de setembro.

“A Fifa e a AMA têm o objetivo comum de lutar contra o doping e tentam colaborar para alcançar uma meta comum”, diz nota divulgada pelas duas entidades. “A luta contra o doping deve continuar utilizando todos os meios possíveis para assegurar os objetivos das organizações”, completa.

A ser adotado pela Fifa a partir de 2009, o novo código vai permitir maior flexibilidade nas punições de atletas que comprovarem que não tiveram a intenção praticar o doping, como queria a entidade do futebol. A Fifa e as federações nacionais consideravam exagerada a punição de dois anos para qualquer caso de doping.

‘O comprometimento da Fifa tem sido grande e acredito que teremos ainda mais cooperação no futuro. O futebol é um gigante no universo esportivo e o exemplo dado é de enorme importância. O apoio será notado e seguido por outras modalidades ao redor do mundo’, concluiu John Fahey, presidente da Wada.

Fonte: Placar

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