Mais um Gran Fondo

Gran FondoMeio mundo já sabe que é um Gran Fondo, não falo do original, ideia dos italianos que adoram sair pedalando por aí, mas dos desafios mensais criados pelo Strava. Simplesmente sair e fazer um pedal de, no mínimo, 130 km. Sábado fiz o meu terceiro, este ano. Se os dois primeiros foram, respectivamente, Colônia Witmarsum e A volta da Graciosa, este foi a estrada Dom Pedro, até o mirante, com a volta pela estrada da Roseira, em Piraquara. Anotem aí, estas duas estradas são cênicas e excelentes para passeios com bicicletas e motos. Vale a pena conhecer!

Desta vez fomos apenas o Valter e eu. Combinamos de sair às 7:30 do posto Ipiranga na BR-277 para voltar o mais cedo possível. Seguimos rumo ao contorno com um pouco de frio, que só foi diminuir quando o sol deu as caras, quase chegando lá no mirante. O frio, por outro lado, torna o pedalar mais agradável, desde que o vento não esteja forte. Na pista do BR-116, em direção a entrada da estrada Dom Pedro, o asfalto está muito bem conservado, e mesmo nas terceiras faixas há um espaço bom para o ciclista.

Ao chegar na estrada Dom Pedro, ou Estrada Velha da Graciosa, é só alegria: asfalto impecável, baixo movimento de carros e muita curva e sobe-e-desce. A medida que foi abrindo o sol a paisagem começa a ser revelada. O primeira montanha avistada é o Anhangava, ainda da BR-116 e depois bem ao final da estrada velha, quase na Graciosa. Algumas vezes é possível ver entre as árvores.

Gran Fondo

Parada no mirante, agora bem movimentado após a reabertura da Estrada da Graciosa, praa um bom pastel e caldo de cana. Hora para tirar o corta-vento e deixar secar as roupas do suor acumulado. Feitas as contas, iria faltar alguns quilômetros para fechar os 130 do Gran Fondo. Resolvemos voltar pela Estrada da Roseira, que sai um pouco para a frente da Renault, para aumentar o trajeto.

Agora é só voltar! Voltamos pela Estrada da Graciosa até a Dom Pedro e dali em diante baixar a cabeça, esquecer as dores e curtir a estrada. Desta vez vimos poucos ciclistas na estrada. Na ida passamos por uns 7, 8 mountain bikers e nenhum de road bike. Em certo trecho um pessoal se divertia com os skates long board nas longas descidas da estrada.

Logo chegamos a BR-116 e seguimos para a entrada de Piraquara, onde pegaríamos a Estrada da Roseira. Nessa hora o sol já apertava. Se na ida saímos com 9 ºC, agora já estava 22 ºC. O Valter, que vem pedalando pouco os últimos meses, sentiu um pouco e ficou para trás. Já na BR-277, na altura do Guatupê nos separamos e vim tentando pegar a roda de dois ciclistas, mas sem sucesso.

Na curva da sub-estação, parei na sombra para descansar um pouco e tomar o resto de água que havia na caramanhola. Quando vejo passa o Lyra com a sua Surly aro 29. Sigo com ele até a rodoferroviária e dali começo a contar os quilômetros que faltam para completar os 130 km do desafio. Sigo pela canaleta do ônibus até o Mercadorama da João Gualberto. Se a minha conta estiver certa, ao chegar em casa terei completado o desafio.

Assim foi o sábado, quase 5 horas de pedal, um dia com início frio mas sol forte no final do pedal e ainda consigo chegar em casa bem na hora do almoço! Desafio completado com sucesso.

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