O milagre da multiplicação de ciclovias

Não dá para acreditar. Leia a notícia abaixo, publicado no site da Prefeitura de Curitiba:

Curitiba dobra espaço para tráfego de bicicletas

O espaço para andar de bicicleta em Curitiba mais que dobrou desde 2005. Neste período, a Prefeitura de Curitiba construiu 130 quilômetros de trechos de calçadas em asfalto, que permitem o tráfego de ciclistas e pedestres. Somados aos 120 quilômetros de ciclovias da cidade, as novas calçadas garantem um total 250 quilômetros de área de circulação para bicicletas em Curitiba.

“Esse novo sistema de calçadas foi incorporado aos grandes projetos de revitalização e urbanização viária da cidade, facilitando a mobilidade e deslocamento de quem tem a bicicleta como meio de locomoção”, diz o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Augusto Canto Neto.

As novas calçadas com ciclovias compartilhadas foram construídas nas grandes avenidas da cidade, como nas ruas Mascarenhas de Moraes, entre o Santa Cândida e Atuba; Vítor Ferreira do Amaral, no Tarumã; nos binários Brasília, que cruza o Novo Mundo, Portão e Capão Raso, Santa Bernadethe, no Fanny, e Mário Tourinho, no Bigorrilho e Campina do Siqueira. O restante está concentrado nos bairros da região sul.

O mesmo sistema de ciclovia compartilhada está sendo feito nas obras de revitalização da avenida Anita Garibaldi, no trecho do São Lourenço à divisa com Almirante Tamandaré. As ruas Waldemar Loureiro de Campos, no Boqueirão, Laudelino Ferreira Lopes, entre o Pinheirinho e Novo Mundo, e na segunda etapa da avenida Mascarenhas de Moraes também estão recebendo obras de ciclovias.

Cerca de 25% das bases das pistas de ciclovias compartilhadas são construídas com material reaproveitado das obras de pavimentação feitas na cidade. No reaproveitamento, a Secretaria Municipal de Obras Públicas usa apenas os materiais que atendem aos parâmetros da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

As calçadas de asfalto deixaram as pedaladas do pintor Lourival Bueno mais seguras. Bueno mora no Conjunto Buriti, no Campo Comprido, e depende da bicicleta para trabalhar. “Uso a bicicleta todo dia e agora com essas calçadas fico mais seguro para andar porque não preciso andar pelas ruas”, diz.

A ampliação da malha cicloviária também acontece com a Linha Verde, onde estão em construção 10 quilômetros de ciclovia. Em breve começará também a ciclofaixa, uma faixa especial para o tráfego de bicicletas e veículos na avenida Marechal Floriano Peixoto, entre o terminal do Boqueirão e a Linha Verde.

Na Linha Verde, já é possível circular de bicicleta em alguns trechos prontos da ciclovia. É o que faz Isidoro Dubick, ciclista e vidraceiro aposentado. “Teremos um bom trecho de ciclovia para andar com segurança nesta região”, diz. Depois de concluída, a ciclovia da Linha Verde terá 10 quilômetros de extensão e largura média de 2,5 metros, considerada excelente por Isidoro, que diariamente passa de bicicleta pelo meio das obras, no bairro Fanny.

Parece piada, mas vou me abster de comentar. Siga esta discussão na Bicicletada Curitiba.

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