Revisitando o 3 Mata-Burros

O Luiz passou um email dizendo que o Arce tinha duas sugestões para o sábado: subir umas montanhas e um pedal por São José. Claro que optei pelo pedal por São José, faz tempo que tenho vontade pedalar por lá, uma vez que morando em Curitiba, a qualquer pedal por aquelas bandas tenho de somar 20 km de deslocamento.

Ao ver o track enviado por ele percebi que passava pelo famoso pedal dos 3 mata-burros. Logo o Fabrício disse que passava também pelo Jesuítas, caminho que ele, o Gassner e o Mildo já tinham feito. O problema: é que lá sempre tem lama! Claro que não foi diferente…

Saímos lá pelas 7:40 do posto ao lado do Mercadorama, na BR-277, àquela hora cheio de ciclistas (speed). Seguimos pela BR até o contorno, onde subimos para a estrada que leva à Colônia Murici.

Pouco movimento nas estradas, mas logo iríamos nos arrepender de ter ido por aquela estrada. Os caminhões, de uma pedreira, estavam trabalhando e, na velocidade que trafegavam, nos entupiam de poeira. Duas semanas sem chuva era pó para todos os lados. O lado bom é que as plantações estavam todas verdes, apesar das geadas algumas semanas atrás.

E pelo jeito, as geadas foram fortíssimas pois não havia um abacateiro que não tivesse todas as suas folhas queimadas pelo gelo. E se a geda para alguams plantas é péssima, para a mimoso é excelente, deixando-a com a casca fina e muito doce. Paramos em um pé, próximo a estrada e fizemos um banquete.

Ali, próximo à mimoseira, chegamos na estrada mais elevada de São José, segundo os meus registros: 1015 m acima do nível do mar! Dali para frente começava um sobe e desce dos bons. Seguindo o pedal, passamos pela mina de caulim da Incepa e logo mais à localidade chamada de Papanduva (da Serra). Dali a pouco, pegaríamos a estrada dos Três Mata-Burros.

Está aí na foto, sobrou um apenas, os demais foram soterrados pelo saibro. Aliás, toda a estrada esta bem conservada, o que é uma pena 😉

Mais a frente encontraríamos a entrada para a trilha dos Jesuítas, descoberta pelos pedaleiros Mildo, Fabrício e Gassner. Como passamos a entrada acabamos segundo por uma estrada recém aberta que vai dar em uma propriedade. O Arce resolveu descer a estrada para ver onde dava, mas segundo o Google Earth, dá para explorar mais um pouco até chegar ao oleoduto, que passa ali perto. Fica para uma próxima.

Enquanto o Arce explorava a estrada, fiz amizade com uma linda cachorrinha, morta de fome, que queria um pedaço da minha barrinha de cereal. Acabou ganhando um pedacinho, mas engoliu tão rápido que nem sentiu o sabor (banana com chocolate).

Voltamos um pouco, pegamos a entrada certa e logo estávamos na famosa trilha dos Jesuítas. Este nome, não se procede, era um caminho antigo, feito pelos tais jesuítas. Para falar a verdade, acho que é apenas uma trilha de jipeiros e mais tarde dos motociclistas do enduro, que acabaram por arrasar o lugar. Os facões deixados pelas motos servem agora para iniciar a erosão, que já está bem avançada naquele local. E naquela região a água nunca seca, portanto tinha lama, que eu acabei enfiando a minha bike, quase até os cubos. Parecia que daria para passar, embalei e afundei!

Dali até a BR é um trecho bem curto, passando ao lado de uma outra mina de caulim. E na BR, um forte vento de proa nos acompanharia até Curitiba. Quer dizer, fomos nos arrastando. Ainda bem que pegamos um pelotão de speed pois entramos na roda e os seguimos por um bom trecho, escapando do forte vento.

Um pedal tranquilo, em um bom dia com um total de 92 km e 1122 m acumulados de subida. Total de roda girando: 4h53min.

Fotos:

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