São José – Mandirituba

Depois do pedal de domingo passado eu não pensava em outra coisa a não ser voltar e passar por Mandirituba. Mal sabia eu que o lugar valeria a pena, tantas são as estradas de chão para conhecer e, uma melhor que a outra. Marcamos o pedal durante a semana e fomos apenas o Marcos, o Mildo e eu.

Entrei no goolge earth e fiz um traçado, que depois acabei passando para o GPS, uma vez que não conhecia nada para aqueles lados. A meta era passar por 4 municípios: São José dos Pinhais, Curitiba, Fazenda Rio Grande e Mandirituba.

A primeira divisa foi o rio Iguaçu, entre Curitiba e São José dos Pinhais.

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Começando pela Cachoeira, onde a prefeitura vem fazendo obras de pavimentação, com asfalto, até o final da rua Nicola Pelanda e parte da Fazenda Rio Grande, só se vêem obras de asfalto. O que vai ser bom para a população para nos, do mountain bike, é o fim. Agora, o mais engraçado, foi perceber que as obras da Nicola Pelanda coincidem com a instalação da Leão Junior, recentemente adquirida pela Coca-Cola. Coincidência é claro, afinal, o poder econômico nunca se sobrepõe a vontade popular.

Pegamos alguma ruas urbanas de Fazenda Rio Grande e logo estávamos no nosso habitat: estrada de chão. O Marcos, que tem vocação para faquir, pediu que parássemos para fazer um lanchinho, já que não é costume dele comer logo cedo pela manhã. Escolhemos uma sombra e fomos todos fazer uma boquinha.

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Seguimos a frente, agora já em solo mandiritubense. E aí pegamos uma das melhores estradas: um trilha para tratores, em descida, que ligava duas estradas principais. O solo ainda era de chão batido, quase sem pedras e bem liso. Deve ser uma maravilha com uma chuva 😉

E nem bem chegando aos 40 km estávamos em Mandirituba. Cidade bem pequena, mas muito bonita e rodeada de verde, logo chegamos a praça principal.

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Chegando lá encontramos o Márcio, que veio do Rio de Janeiro, passar as festas de fim de ano no sítio dos pais. Havíamos marcados de pedalar juntos, mas acabamos não combinando horário. Quando estávamos na praça, tirando fotos, ele aparece! Já aproveitamos para marcar um pedal no próximo sábado, se der tudo certo.

Chegou a hora de voltar. Atravessamos a BR-116, com um intenso movimento, e logo pegamos outra trilha de trator, que acabava em uma rodovia municipal, pela qual seguimos um bom tempo até voltarmos para as estradas de chão. Com a rota no GPS, a navegação foi bem tranqüila.

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Na volta encontrei uma plantação de ameixas, escondida por um barranco, mas que logo mais à frente tinha uma entrada. Enchi os bolsos da camisa! Pena que o estado da plantação era lastimável: pelo aspecto dos frutos, deve ter dado uma chuva de granizo, pois as ameixas estavam todas com sinais, e provavelmente, o agricultor resolveu nem colher. Mas estavam uma delícia.

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Resumindo: pedal muito bom, 83 km, 4 horas e sete minutos de pneu girando e quase 1 hora e meia de bate-papo!

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