Sistema Bruto!

Esta é a frase preferida do Mildo, companheiro do pedal de hoje. Fizemos a volta da Graciosa, descendo a BR-277, passando por Morretes e subindo a estrada da Graciosa.

Amanheceu!

Amanheceu!

Saímos cedo, 6:30 da manhã e o clima estava ótimo, temperatura de 20 °C, algumas nuvens cobrindo o sol. Pedalamos direto até a entrada para a estrada da Anhaia e logo estávamos descendo a pirambeira. Como deve ter chovido muito por aquelas bandas, havia muitas pedras soltas, em todo o caminho. O que deixava a descida meio tensa. Até o paralama da bike do Mildo caiu!

Logo em seguida já estávamos no centro de Morretes, onde nem paramos. Seguimos direto para o São João. Àquela hora o sol já começava a apertar. Paramos em uma daquelas vendas que tem por ali e traçamos um pastel gigante, com chips de mandioca e coca-cola.

Acabou a moleza. Agora é só subir e subir, rumo ao céu. Paramos no recanto Mãe Catira para dar uma refrescada no rio que passa por ali. Depois da reaplicação de protetor solar começamos a parte mais bruta da viagem: subir a Graciosa. E fomos bem, mantendo uma boa cadência até o sol começar a minar as nossas forças. Tocamos direto até mais ou menos a metade da subida e paramos para descansar.

Sistema Bruto.

Suor escorrendo, bandana molhada.

É só ver a foto acima: bandana completamente molhada, dava para espremer, e suor escorrendo por todo o rosto. Neste ponto comecei a ficar fraco. Já não dá mais vontade de comer ou beber, é duro. Mas tocamos até uma cachoeira que tem quase no final da subida e ficamos um tempão descansando dentro da água. Alguns turistas, coitados, perguntavam se estávamos descendo. Quando dizíamos que estávamos subindo, depois de dar a volta por Morretes, eles ficavam nos olhando com cara de ET’s. Usei a água da cachoeira como uma geladeira improvisada e resfriei meus gatorades, que já estavam fervendo!

Sistema Bruto.

Bonita cachoeira

O bom de chegar até aqui é que marca o final da subida. Mais um pouco a gente chega no mirante e dali para a trilha do Alemão é um pulo. Na parada, mais um reabastecimento: milho cozido, caldo de cana, chips de mandioca e coca-cola.

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As fiéis companheiras

Pegamos a trilha do Alemão e para a nossa surpresa o caminho também estava ruim, com muita pedra solta. Paramos na casa de pedra para fotografar as ruínas e seguimos em frente. Ao sairmos na estrada Dom Pedro, quase que o Mildo vai direto para o barranco. Detalhe: tinham passado a patrola (motoniveladora) e, como dizem os meus amigos dos Sombra Bikers, semearam cascalho pela estrada. Que tristeza, mortos de cansado, um calor infernal e aquela estrada que era só pedregulho e pó. Além de umas serras que dão a impressão que a gente continua subindo e subindo.

Neste meio tempo o céu começou a escurecer e a trovoar, o que indicava chuva por perto. Quase chegando no Contorno, ali na localidade de Campininha, o céu resolveu desabar. Entramos em uma unidade de saúde, que estava aberta, para nos proteger da chuva, que não veio. Veio só uma ventania daquelas, de derrubar galhos das árvores. Mas enquanto não passava fizemos um lanche, com direito até a café, gentilmente oferecido pela agente de saúde comunitária que lá estava. Que delícia de café!

A chuvinha que caiu serviu para baixar a poeira e seguimos adiante. A temperatura, depois da chuva, caiu uns 10 °C, o que tornou o pedalar muito mais tranquilo. Logo que chegamos no contorno, vimos que a chuva tinha sido forte por aquelas bandas. Na verdade, até chegar em casa, apanhamos um chuva bem fraca, na quantidade e temperatura ideal para a gente não se cansar, nem esfriar muito rápido.

Mais uns quilômetros e acabou. Total do pedal 139 km, com 7 horas de pneu rolando e 3:41 horas de papo furado.

Veja as fotos no Picasa.

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