Sobre bicicletas e política

Madruga com insônia, fiz uma boa leitura a partir do Retweeter da Lívia.

O que mais assusta no texto é o modus operandi das CET da vida, aqui em Curitiba encarnada na URBS/Diretran, que é dar fluidez ao trânsito motorizado. Pedestres, cadeirantes, ciclistas que se danem! Aliás, este parece ser o mote dos técnicos destas órgãos.

Outro amigo escreveu esta semana sobre as modificações na Pres. Taunay e Pe. Anchieta:
A Prefeitura Continua Arranjando Mais Espaço Para os Carros poderem Correr e Aumentar as Chances de Acertar Alguém e
A Pres. Taunay desimpedida para carros. Veja no primeiro texto que a rua perdeu o afunilamento típico das ruas curitibanas (o que por si só é um absurdo das pranchetas) mas que os pedestres e usuários de ônibus perderam espaço de circulação. O pedestre, se precisar contornar o tubo, o fará ou pela rua, ou pela canaleta.

A solução destes mesmos técnicos, para a rua Marechal Floriano, no Boqueirão:

A avenida ganhou neste mês quatro faixas elevadas de travessia de pedestres. Elas foram implantadas nos cruzamentos com a rua Evaristo da Veiga, perto da estação tubo Passarela; e Diogo Mugiatti, perto da estação Antonio de Paula. No total, desde o ano passado, foram implantadas na Marechal Floriano dez faixas de travessia elevada, todas elas próximas a estações tubo, ampliando a segurança dos usuários do transporte coletivo nos cruzamentos onde não há semáforos.

Assim, vamos, de paliativos em paliativos, aumentar a fluidez do trânsito motorizado. Até quando, se as vendas de carro não param de bater recordes? Será este o caminho?

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