Um exemplo!

Apenas um exemplo, mas é tocante. O autor do excelente blog Crônicas de Bicicleta, Vinicius, resolveu fazer a diferença e, segundo ele, graças as idéias do amigo Marcos, resolveram fazer um programa diferente durante as noites cariocas.

Você, que está me lendo, poderia pensar em alguma sacanagem, ou em um pedal noturno pela linda cidade do Rio de Janeiro, ou sei lá o que mais. O que estes dois fizeram uma primeira vez e agora está se tornando rotina é algo bem simples, mas de um significado muito grande.

O que é que eles fazem?

Os preâmbulos são muito simples: um cuida dos sanduíches — de queijo, presunto, patê ou mortadela — e guarda-os, já envoltos em guardanapos, nos próprios sacos em que vêm os pães-de-forma; o outro faz o guaraná natural e o engarrafa, providenciando também copinhos descartáveis. Cada qual coloca o que preparou dentro de uma mochila, e esta às costas. Sobe, então, em sua bicicleta e vai para o ponto de encontro do grupo (da dupla, vá lá). Em seguida, o grupo de dois troca um aperto de mão e sai às ruas, distribuindo o lanche para os que têm a infelicidade de morar nelas.

Percebeu, leitor, o significado de tal gesto? Vá, até lá, e leia estes dois posts: Os Voluntários Bikers da Madrugada e Os outros não estão melhores do que eu e me diga se não é uma atitude excepcional.

É fácil ficar aqui tergiversando, achando desculpas, colocando a culpa nos outros, mas quando nos colocamos na pele do outro passamos a entender, compreender melhor as suas carências.

Espero que o belo exemplo ganhe novos adeptos. Nós ciclistas, que desejamos lutar contra a sociedade do automóvel, que queremos mostrar que existe uma solução para o caos e para a poluição das cidades, também devemos mudar um pouco a ótica destas cidades tão desumanas: desumanas para os pedestres, para os ciclistas, para os idosos e para eles, os sem teto, sem nada.

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