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	<title>Pedaleiro &#187; textos</title>
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	<description>Mountain bike, ciclismo e pedalices.</description>
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		<title>A respeito da solidão</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 13:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Li hoje, lá no Cartunista Solda, uma crônica do Wilson Bueno falando da solidão. Interessante ponto de vista, a terra com gente saindo pelo ladrão, e a gente se sentido solitário. Fala do barulho das cidades, e de como Curitiba fica &#8220;barulhenta&#8221; no feriado. Leia. Depois ouça a recomendação dele para estes dias quando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li hoje, lá no <a href="http://cartunistasolda.blogspot.com/">Cartunista Solda</a>, uma crônica do Wilson Bueno falando da solidão. Interessante ponto de vista, a terra com gente saindo pelo ladrão, e a gente se sentido solitário. Fala do barulho das cidades, e de como Curitiba fica &#8220;barulhenta&#8221; no feriado. Leia. Depois ouça a recomendação dele para estes dias quando a solidão aperta.</p>
<blockquote><p>Em esclarecedor livro de entrevistas com o Dalai Lama, um sábio em toda extensão da palavra, o escritor francês Jean-Claude Carrière pergunta, entre outras, o que ele acha da solidão. E o líder espiritual do Tibet, no exílio, apesar de solteiro por imposição religiosa, e também por imposição religiosa com larga experiência monástica, obrigado a grandes períodos de isolamento, sorri e conclui, com cortante lucidez: &#8220;<strong>É uma arrogância sentir solidão num mundo de 6 bilhões de habitantes&#8230;</strong>&#8221;</p>
<p>Nós, os precários mortais, sabemos, contudo, que não é bem assim. O Dalai está sendo treinado desde a infância, através complexos exercícios búdicos, não só a acolher a solidão, como a entender uma série de outros venenos que tornam o homem moderno este fantasma em busca de porto e lenitivo. Nem sempre facilmente encontráveis, convenhamos.</p>
<p>Ele mesmo, o iluminado &#8220;papa&#8221; dos budistas, revela em outro trecho do livro, que suas conquistas espirituais só foram alcançadas &#8220;após treino, vigilância e implacáveis esforços&#8221;. Não seríamos nós que, muita vez, atrapalhados e confusos, sequer suportamos a perda de nossos gatos e cachorros, que vamos, de uma hora para outra, posar de olímpicos campeões mentais a vencer nossos desassossegos.</p>
<p>A solidão, por exemplo, virou uma praga moderna. Dia desses, um amigo, pai de cinco filhos, casado há quinze anos, a casa invariavelmente cheia, me confessava, numa melancolia de causar dó, que não suportava mais a &#8220;solidão em família&#8221;&#8230; Indiquei-lhe de pronto o psicanalista João Perci Schiavon, como costumo fazer, com frequência, nesses casos.</p>
<p>Entendi, solidário a ele, que das solidões esta possivelmente seja a pior delas. Foi, um tempo, minha pena e meu martírio. Embora a casa materna, os pais, o irmão e a primarada, álacres e constantes, ardia na febre de um desamparo irremediável. Nesse tempo, nem dois tonéis de vodca aplacavam o sentimento odioso.</p>
<p>Quantos amigos, cercados de afetos e ruídos, lançaram-se à corda ou ao gás como último alívio? Não faz uma semana, um antigo vizinho, da casa da esquina, deixou esposa, filhos, netos e noras depois de intenso período depressivo. Preferiu o silêncio eterno, que até passarinho evita, a continuar morrendo em vida.</p>
<p>Curiosamente, embora reclamão e insatisfeito sempre, não posso dizer, sem mentir, que me sinto sozinho. Quando alguma coisa doida dentro mexe e a noite se enche do uivo dos cães do subúrbio, embora o ruidoso escândalo, ponho <strong>Janis Joplin</strong>, em bom volume. E rouca a voz acorda os anjos do céu em Cry, Baby. Ou o enormíssimo cronópio Armstrong em What a Wonderful World. O mundo de novo, vos garanto, se enche de graça. Quem for de experimentar, que experimente.</p>
<p>Wilson Bueno (3/5/2009) O Estado do Paraná.</p></blockquote>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JjD4eWEUgMM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/JjD4eWEUgMM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fpedaleiro.com.br%2F2009%2F05%2F03%2Fa-respeito-da-solidao%2F&amp;title=A%20respeito%20da%20solid%C3%A3o" id="wpa2a_2"><img src="http://pedaleiro.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_256_24.png" width="256" height="24" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A proximidade que a internet trás.</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 12:38:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>

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		<description><![CDATA[É incrível a facilidade que a internet nos trouxe. Este blog, por exemplo, me trouxe amigos dos mais distantes lugares e, apesar de estar em português, tem os seus visitantes estrangeiros. O mesmo se passa comigo. Leio blogues de diversos lugares, e fatalmente acabamos ficando próximos dos seus autores. Torcendo por eles, ficando alegres em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É incrível a facilidade que a internet nos trouxe. Este blog, por exemplo, me trouxe amigos dos mais distantes lugares e, apesar de estar em português, tem os seus visitantes estrangeiros.</p>
<p>O mesmo se passa comigo. Leio blogues de diversos lugares, e fatalmente acabamos ficando próximos dos seus autores. Torcendo por eles, ficando alegres em cada conquista particular, e por aí vai.</p>
<p>Hoje lendo os meus <em>feeds</em> encontrei um que me chamou, e muito, a atenção. O <a href="http://www.fatcyclist.com/">Fat Cyclist</a> é um blog muito bem humorado mantido pelo Elden, também conhecido por Fatty.</p>
<p>Como ele diz em seu <a href="http://www.fatcyclist.com/">blog</a>, além de fatos hilários, e ele tem uma grande habilidade nisto, ele de vez em quando coloca alguns assuntos sérios. Um destes assuntos sérios é sobre o câncer de sua mulher, Susan.</p>
<p>Susan sofreu metástase de um câncer nos seios e vem lutando desde então. O Fatty, sem qualquer pieguismo, relata as dificuldades e os avanços desta batalha. Para juntar fundos para combater esta doença, criou uma camisa de ciclismo (<a href="http://www.twinsix.com/gear/gear_t607j008fc.htm" class="broken_link">Fat Cyclist jersey</a>) que instantaneamente caiu na graça de todos que lêem o seu blog.</p>
<p>Neste post, com o título <a href="http://www.fatcyclist.com/2008/05/01/like-dandelion-seeds/">“Como sementes de Dente de Leão”</a> ele relata a última visita ao médico. Susan vinha de uma boa recuperação após ter tratado de um câncer no osso do fêmur, e passando pelas tristes sessões de quimioterapia. Ao investigarem o que achavam ser apenas depressão pós químio, o exame mostrou toda a crueldade da nova situação: agora Susan tem tantos tumores no cérebro como aquelas pequeninas sementes de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dente-de-le%C3%A3o">dente de leão</a> tem.</p>
<p>Elden diz que eles não irão desistir da luta, mas que ele ficou assustado. O que dizer dos seus leitores? A sessão de comentários já tem mais de 50 notas de apoio. Desde que comecei a acompanhar o blog já dei muita risada mas hoje fiquei muito triste com as notícias.</p>
<p>Espero que tudo corra bem para família do Fatty e que Susan vença mais este degrau. God bless you!</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fpedaleiro.com.br%2F2008%2F05%2F02%2Fa-proximidade-que-a-internet-tras%2F&amp;title=A%20proximidade%20que%20a%20internet%20tr%C3%A1s." id="wpa2a_4"><img src="http://pedaleiro.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_256_24.png" width="256" height="24" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Bicicletai!</title>
		<link>http://pedaleiro.com.br/2007/08/09/bicicletai/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 02:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei este texto no Blônicas e não pude deixar de reproduzir. De Antonio Prata. Um dias desses, evidentemente, tudo há de dar certo, os automóveis se extinguirão e a superfície da terra será povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes, guilhotinas e outros monstros findos, para divertir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei este texto no <a href="http://blonicas.zip.net/">Blônicas</a> e não pude deixar de reproduzir.</p>
<blockquote><p>
De Antonio Prata.</p>
<p>Um dias desses, evidentemente, tudo há de dar certo, os automóveis se extinguirão e a superfície da terra será povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes, guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para sempre.</p>
<p>É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina desengonçada: se parada, destrambelha-se como um albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta-se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa. Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda-chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos abacaxis (não me peça para explicar, foi uma idéia que tive agora).</p>
<p>Durante todo o século XX, muitos artistas aproveitaram-se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio, utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar.</p>
<p>É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em flor”.</p>
<p>As bicicletas são um indício de civilização. Recomendadas por ecologistas, urbanistas, cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda política. Ainda não vi nenhum candidato expor, no horário eleitoral, seu projeto nacional de bicicletização. Se aparecer algum, ganhará de imediato meu apoio.</p>
<p>Se Deus voltasse à terra e dissesse, “me mostrem aí o que vocês fizeram”, teríamos de levá-lo imediatamente a Amsterdam, para um passeio ciclístico, em torno daqueles belíssimos canais. Ou então ao Rio de Janeiro. Pegaríamos Deus no Santos Dummont (vindo do céu, é de se supor que chegará de avião) e O colocaríamos na garupa. Cruzaríamos todo o aterro, pedalando sem pressa, sob o sol ameno das quatro e meia da tarde. Passaríamos pela estátua de Drummond em Copacabana, veríamos as garotas saírem do mar em Ipanema e terminaríamos o passeio no Leblon, com um mergulho no mar e um suco de melancia, no exato momento do sol se pôr. Se Deus tiver um pingo de sensibilidade, estaremos todos salvos.</p>
<p>Antonio Prata é cronista do Blônicas.
</p></blockquote>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fpedaleiro.com.br%2F2007%2F08%2F09%2Fbicicletai%2F&amp;title=Bicicletai%21" id="wpa2a_6"><img src="http://pedaleiro.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_256_24.png" width="256" height="24" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Curitiba 314 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2007 16:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Com um dia de atraso, vai aí uma charge do Solda. Boa, como sempre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com um dia de atraso, vai aí uma charge do <a href="http://cartunistasolda.blogspot.com">Solda</a>. Boa, como sempre.</p>
<div align='center'>
<a href='http://cartunistasolda.blogspot.com' title='Curitiba 314 anos solda'><img src='http://pedaleiro.com.br/wp-content/uploads/2007/03/curitiba_314.png' alt='Curitiba 314 anos solda' /></a></div>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fpedaleiro.com.br%2F2007%2F03%2F30%2Fcuritiba-314-anos%2F&amp;title=Curitiba%20314%20anos" id="wpa2a_8"><img src="http://pedaleiro.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_256_24.png" width="256" height="24" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Escrever</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 12:59:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa&#8230; e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita. Mário Quintana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa&#8230; e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.</p>
<div align='right'>Mário Quintana</div>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fpedaleiro.com.br%2F2007%2F03%2F28%2Fescrever%2F&amp;title=Escrever" id="wpa2a_10"><img src="http://pedaleiro.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_256_24.png" width="256" height="24" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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