Manutenção: corrente

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correnteA corrente é uma das partes da sua bicicleta que mais requer cuidados. É ela quem transmite a potência muscular do ciclista em deslocamento da bicicleta. E se ela estiver gasta, você poderá perder inclusive o conjunto coroa-pinhão.

Um pouco de história

A corrente de bicicleta tem outro nome: corrente de rolos. Na construção de máquinas e equipamentos é um dos elementos de transmissão que tem a maior capacidade de transmitir potência, perdendo apenas para os conjuntos de engrenagem, engrenadas entre si. Mas chega de engenharia!

Rascunho corrente da Vinci

A imagem acima é um rascunho de Leonardo da Vinci, de aproximadamente 1490. Ou seja, ela é tão ou mais velha que o nosso Brasil. E se você observar bem, é praticamente idêntica as atuais.

corrente em corte

A placa interna (1) e a placa externa (2) são os elementos de ligação, pelos quais a força é transmitida. Estas placas estão montadas em pares. Sobre o pino (3) temos o rolo (4). Esta configuração é chamada bushingless, projeto da empresa Sedis (França).

Como medir o desgaste

E quando é o momento para a troca? Pela quilometragem? Não, a melhor maneira de acompanhar o desgaste é medindo um determinado número de elos e ver, ao longo do tempo, quanto aumenta a distâncias entre eles.

Então, a corrente estica? Não, a corrente é praticamente inelástica. O que acontece é que o pino e o rolo acabem sofrendo desgaste, e o aumento da folga entre eles é quem responde pelo esticamento da corrente.

E como medir isto? Fácil, vamos ver. A distância entre dois pinos, que chamamos de passo, é de 1/2″ (meia polegada) ou 12,7mm. Se medirmos, em uma corrente nova, a distância entre 21 pinos será de 254 milímetros. Após determinado tempo de uso, nova medição mostrará um valor um pouco maior, e assim por diante.
Quando a medida encontrada estiver igual ou maior que 256 mm, chegou a hora da troca. Neste momento é importante observar atentamente o cassete e as coroas, para ver se eles não apresentam um desgaste muito acentuado. Segundo alguns mecânicos experientes, devemos trocar o conjunto coroa-pinhão a cada duas trocas de corrente.

Limpeza e Lubrificação

Dois fatores são determinantes na velocidade de desgaste: a limpeza e a lubrificação. E a primeira dica é a seguinte: nunca lubrifique uma corrente suja.

Sempre limpe bem a corrente antes de lubrificá-la. Usando a ferramenta adequada, desmonte a corrente, e deixe-a imersa em querosene ou varsol, por alguns minutos, para que a sujeira se solte. O uso de um pincel facilita a limpeza. Troque o querosene, limpe bem vasilhame e lave novamente a corrente. Normalmente faço isto duas ou três vezes, até o solvente sair limpo. Deixe a corrente pendurada para secagem ou passe um pano, daqueles que não soltam fiapos, para enxugar. Se houver ar comprimido, você também pode usar, mas tome cuidado para não causar acidentes ou sujar todas as coisa por perto 😉 .

Após isto, aplique óleo lubrificante. É importante usar óleos específicos para lubrificação de correntes. WD-40, M3, óleo de máquina de costura não são indicados para isto. Estes óleos são muito finos e tem baixo poder de adesão. Ou seja, com a velocidade com que a corrente se move, em alguns metros todo o óleo será lançado para fora.

Compre em sua loja preferida um óleo para corrente: Finish Line, Pedro’s, Klüber, etc. Aplique uma gota por elo, sem deixar escorrer, em todo o comprimento da corrente e deixe um tempo para que o óleo possa escorrer pelos espaços vazios. Limpe o excesso.

Agora é só montar a corrente e sair pedalando por aí.

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