Ainda a pracinha do Batel

pracinha do Batel

Está dando pano prá manga! Na edição de hoje da Gazeta do Povo, na seção de cartas temos esta pérola:

Nunca vi tanta discussão por causa de uma pracinha. Será que é por que esta num bairro nobre? Só porque é no Batel, a praça ficou importante? O que tem de ser feito é o que interessa para a cidade. Para se construir usinas, às vezes cidades desaparecem. Se para melhorar o trânsito é preciso cortar a praça, que se corte a praça!

O blog Solda Cáustico vem encabeçando a luta contra a sandice do alcaide de Curitiba: Pracinha do Batel – moção do Cabo Grama’s Club, A luta continua Cruelritiba, Deu no jornal. Ele entendeu tudo errado, Velório da praça.

Conforme o pensamento obtuso da leitora da Gazeta do Povo devemos ceder ao inevitável avanço do progresso! Não é isto que está em jogo. Na mesma edição do jornal, na página Nostalgia, de Cid Destefani, ele usa as seguintes palavras:

A importância do automóvel supera de longe a estima pelo pedestre, principalmente para aqueles que não tiram o traseiro do banco do carro.

O que se está perdendo é o ponto de vista do cidadão pedestre, aquele que ainda anda com suas próprias pernas e não tem grudado ao seu traseiro um banco de automóvel. As cidades, lentamente, vem cedendo os seus espaços aos carros e a população assiste a tudo isto de forma pacífica. Então a discussão sobre a praça do Batel é muito bem vinda. É não é somente por que é o Batel. Temos inúmeras praças atravancando o deslocamento dos carros. Se perdemos esta, logo outras serão retiradas.

Para saber mais:

  1. Fórum Onda PRC
  2. Batel
  3. Reformulação viária no Batel discutida com a comunidade
  4. A praça do Batel será dividida em duas
  5. Montes Ribeiro: um educador

Antes que achem alguma coisa, não, não gosto do bairro Batel, mas defendo uma cidade pensada para o cidadão, não para o automóvel.

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