Propaganda pode?

Zapeando pelo blog da Bicicletada Curitiba encontro este artigo: “Ciclofaixa não pode. Propaganda pode “.

Vejam as fotos abaixo, retirada do ClickMarket, site sei lá do que, não tem sequer um about, mas que deve tratar de publicidade, datadas de 22/08/2007:

Clique nas imagens para ampliar.

O texto sobre a propaganda:

A faixa de pedestres em frente à entrada principal do Shopping Curitiba, na Rua Brigadeiro Franco, foi pintada para parecer um código de barras. A ação faz parte da campanha da liquidação “5 Dias de Loucura”, criada pela OpusMúltipla Comunicação Integrada para o centro de compras. A liquidação começou nesta quarta-feira, 22 de agosto, e vai até o próximo domingo, dia 26. A campanha inclui ainda dois comerciais para TV e materiais promocionais para a decoração do shopping, como banners, cartazes e adesivos. O filme “Tiques” mostra um casal com tiques nervosos relacionados a compras no shopping. No comercial “Mala”, uma mulher revoltada joga pela janela uma mala cheia de roupas para abrir espaço no armário.

 
Ok, deixe-me ver se entendi: pintar um ciclista no asfalto não pode, mas pintar uma faixa, descaracterizando-a, com propaganda de um centro de consumo, pode. Pelas datas da campanha publicitária, 22/08/2007, e da pintura da ciclo-faixa, 22/09/2007, temos exatamente um mês. Será que a legislação mudou neste prazo? Ou será que o poder econômico falou mais forte?

Este assunto, sobre a descaracterização das faixas de pedestres, volta-e-meia vem à tona. Curitiba foi pródiga neste aspecto, tendo feito homenagens diversas utilizando as pinturas de faixas. Isto é válido? Por que não se usa um pouco da influência dos meios de comunicação e fazer valer o respeito pela faixa de pedestres? Acho que não há interesse, simplesmente.

Share