Será que é óbvio?

Deu na gazeta de hoje: ruas com binários causam polêmica entre urbanistas.

Para evitar que a cidade pare, a receita está na ponta da língua dos especialistas: investir em transporte público e em modais não motorizados (caminhada e bicicleta), e restringir o uso do transporte individual. Mas Curitiba parece estar indo na contramão desse conceito com a implantação de mão única em várias vias e a formação de binários (ruas paralelas com sentidos opostos). Para especialistas, medidas como essas privilegiam o motorista, tornando vias antes pacatas em vias rápidas.

Carton de Marcos De Las Heras.

Tá aí! Os técnicos carrocratas do Ippuc só enxergam carros. O pedestre que se dane (veja o estado das calçadas), o pequeno comércio que se dane (estacionar onde?), os moradores que se danem (acabou o sossego).

Eu não vou chover no molhado, se quiser ler algo mais contundente veja a morte de uma rua. Mas a ideia de criar binários, a torto e direito, logo transformará as ruas curitibanas no que se tornou São Paulo com os seus viadutos. Compensar a falta de espaço para os carros, criando mais espaço para eles é um contra-senso sem tamanho.

Aí vem uma notícia que parece boa: a nova ciclofaixa. Só que esta mesma ciclofaixa já é prometida há um bom tempo e, vejam no link (bem no final do texto), não tem data para ser implementada! Piada, não é Beto?

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