Garuva – Itapoá

Domingo realizamos o passeio promovido pela Bike Shop. Apesar do belo sábado, o domingo começou com tempo nublado e um pouco de frio. Havíamos marcado a saída para as 7:00 da madrugada, mas o Junior e o Carlos (motorista da van) perderam o horário. Bikes devidamente colocadas na carreta seguimos para Garuva, em Santa Catarina. Em Tijucas do Sul pegamos mais três e suas bicicletas e começamos a descer a serra do mar. Aí começou a garoa e a neblina, prenúncio do que iríamos encontrar lá embaixo.

A chegada em Garuva, com chão molhado e garoa.

Garuva

Descarregamos as bicicletas, comemos alguma coisa, esvaziamos as bexigas e pernas pra que te quero! O primeiro trecho da pedalada seria feito por um caminho novo, a partir de Garuva, que nos levaria até a localidade de Palmital, de onde foi a partida de outro passeio, realizado em janeiro. Foi um trecho rápido, passando por plantações de arroz e por uma série de pousadas para pescadores, afinal estávamos passando justamente pelos fundos da baía da Babitonga, nos rios que desaguam na baía. Na parada aí de baixo, um pouco mais à frente, já contabilizamos a primeira baixa: o Audi, com apenas dezesseis quilômetros, subiu na van acabado!

Garuva - Palmital

Depois de uma reposição de carboidratos, ou seja, muita ponkan, maçã e bananas, seguimos adiante. Até aqui pegamos a estrada levemente molhada, com um pouco de garoa, suficiente para enlamear um pouco. Daqui para a frente, chão seco e bem conservado. Como era a estréia do meu quadro novo eu estava mais faceiro do que cachorro em porta de açougue.

Começamos a andar forte, o Junior e eu, e o que era para ser um passeio virou uma corrida. O pessoal que ficou para trás resolveu sentar a bota e, quando olhávamos para trás, para ver quem estava na perseguição, víamos que o pessoal só faltava morder o guidão. Mantivemos este ritmo forte e logo deixamos o pessoal para trás.

Minha bike, Garuva

Na parada aí de cima, reagrupamos novamente o pessoal, comemos mais um pouco e demos muita risada do pessoal que estava mordendo o guidão. Daqui faríamos a próxima parada em Vila da Glória. Mais um sprint e vamos lá. Em cada encruzilhada esperávamos pelo pessoal e assim fomos até chegar no trapiche. Agora perto do mar, começamos a perceber o frio que fazia.

Vila da Glória, chegada

Enquanto esperávamos pelos retardatários resolvi sair em uma fotografia com o meu amigo Dr. Benoit Jules Mure, o precursor da homeopatia no Brasil e o fundador do primeiro falanstério do Brasil.

Estátua de Benoit Jules Mure em V. da Glória

Bem, a partir daqui enfrentaríamos um belo de um areião, até chegar a Figueira do Pontal, ponto final do Passeio. Quando cheguei na bifurcação, conhecida como Jaca, resolvi pegar à esquerda e ir pedalando até a Itapoá, pois já conhecia bem a região. E também por que dois dos nossos companheiros também foram por ali, mas não conheciam nada do caminho. Foi a melhor escolha que poderia ter feito. Livrei-me do areião que o restante da turma ainda enfrentou até a parada, pedalei um pouco mais (no total mais 6 km) e finalmente encontrei alguma subidas. Logo que cheguei em Itapoá encontrei os dois desgarrados e seguimos até o restaurante do camping.

Entramos, nos lavamos, almoçamos, conversamos um bocado e nada do pessoal chegar. Quase uma hora depois de termos chegado ao restaurante eles apareceram. Mortos de fome. E nós já estávamos almoçados e descansados!

Números do trecho:

  • Distância percorrida: 66,2 km;
  • Tempo de pedal: 2:56 h;
  • Média: 22,6 km/h
  • Veja o mapa.
  • o mar e a bike

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