Algumas considerações sobre o doping

O artigo, que reproduzo abaixo, mostra algumas das implicações do uso de substâncias dopantes e também de alguns suplementos alimentares, que não trazem no rótulo todos os componentes da fórmula.

Atletas amadores também podem sofrer doping
por MD PhD. Nabil Ghorayeb
15/08/07
A descoberta de atletas “dopados” sempre causa paixões. Amigos, técnicos, empresários e outros defendem a tese que o atleta foi enganado, que a intenção era pura, e que nunca pensou em se dopar. Sem discutir o mérito das defesas, após examinarmos a maioria dos atletas brasileiros do Pan, no Sport Check-up HCor (Hospital do Coração da Associação Sanatório Sírio), em São Paulo, percebemos que, apesar de saberem de tudo, muitos faziam uso de suplementos vitamínicos conhecidos. Esse uso era por conta própria e os atletas não se preocupavam com possíveis riscos.
Por isso voltamos a alertar que todo e qualquer produto, seja vitamina ou com outro apelido, seja em pó, líquido ou comprimido, deve ser utilizado sempre com orientação médica. Segundo a agência internacional controladora do doping no esporte, WADA, acredita-se que 25% dos produtos conhecidos como suplementos oferecidos ao público em geral, estão “contaminados” por anabolizantes ou derivados de anfetaminas. E essas substâncias não constam no rótulo.
Os riscos médicos de produtos assim são bem conhecidos. Com o uso sem indicação médica de anabolizantes poderão advir conseqüências graves ao organismo como: destruição celular no fígado, já que elevam-se as enzimas hepática; desencadeamento de hipertensão arterial; início de algumas formas de câncer de ovário ou de testículo; diminuição importante dos hormônios sexuais e hipertrofia patológica do miocárdio.
Quanto aos derivados de anfetaminas a situação é mais grave e pode causar: arritmias cardíacas, elevação abrupta da pressão arterial e lesões focais no miocárdio. Essas são apenas algumas das ações desses produtos farmacológicos.
Enfim, podemos dizer que o controle antidoping nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, comandado pelo Dr. Henrique De Rose, foi excepcional. Mais uma vez dignificando a Medicina Esportiva Brasileira. Quanto aos atletas e esportistas freqüentadores de academia e corredores de rua fica a dica: não usem nada que não tenha justificativa médica ou nutricional detalhada. Evitem os conselhos dos tais professores conhecidos que indicam suplementos aleatoriamente. Boa sorte nas corridas!

Via:[webrun]

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