A indústria do carro
Lendo o De gustibus non est disputandum achei o link para uma reportagem do Estadão, onde o professor Kenneth Rogoff, de Harvard e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) concede uma entrevista sobre o ajuda financeira que o governo dos EUA está dando a economia americana.
Um dos setores que mais quer dinheiro, e já recebeu seu quinhão, a indústria automobilística é alvo de suas críticas:
Como o sr. viu o pacote de socorro para a indústria automobilística?
Isto realmente é política. Sou simpático à idéia de que, quando o governo assina cheques a torto e a direito para o sistema financeiro, é difícil dizer não para as montadoras. Mas o dinheiro é basicamente um presente para os acionistas das montadoras, e não acho que vá salvar muitos empregos. As empresas deveriam ter sido levadas à concordata. É um completo desperdício de dinheiro. Não acho que os Estados Unidos estarão fabricando carros daqui a 15 anos, da mesma forma como já não fazemos televisões. É uma indústria moribunda.
Indústria moribunda. Será?
Só é moribunda no sentido em que os custos para fabricar automóveis nos EUA estão se tornando altos e logo logo não valerá a pena fabrica-los lá, ao invés disso serão importados cada vez mais dos tigres asiáticos, china , brazil e também das maquiadoras mexicanas onde em geral os salários pagos aos operários são bem baixos.